O Para não desaprender organizou muitas coisas em mim. A ideia era não perder o gosto por escrever, já que essa ação era - embora coberta por uma aura - nada mais que a forma como me submeto ao capital para sobreviver.
Escrever é o trabalho e, em mim, ele promove muita dor. O trabalho - emancipador do feminino e promotor da independência no mundo capitalista - também é a força que sustenta a minha identidade.
Escrever é o trabalho e estou bem satisfeita com isso.
Para não esquecer de mim, de quem eu sou, tentei não desaprender algumas coisas, se é que realmente as sabia. O Para não desaprender me trouxe até aqui.