10 de março de 2010

Helena

Março chegou com o aniversário da Helena. Com ele surgem as expectativas, os ensejos e os desejos. Trouxe consigo a lembrança do ano passado, dos anos passados. E deles, o melhor que tenho é Helena. Que me pareceu, primeiro, trazer o monótono, e só depois pude enxergar como me trazia a superação. Porque ser mãe não me parece nada sobrenatural, nem nos faz menos ou mais mulher. Não somos melhores, nem piores. Não há indício de santidade. Mas, traz a capacidade de reinvenção, de exercício diário de reconhecimento de si. Nos permite encontrar nosso limite, que nunca havia sido testado em sua total e completa, eu diria, elasticidade. E Helena me trouxe isso. Foram-se algumas incerteza e ilusões, apareceram as inseguranças, do corpo e da mente. Todas elas valeram a pena. E continuarão valendo. Ser mãe é bom para o ego, para a saúde, para a inteligência e para, como já disse, testar toda e qualquer elasticidade. Ser mãe é aumentar a capacidade de audácia, de petulância e de coragem, sem se ser ofensiva. E tudo isso, somente Helena me trouxe.