Silêncio que és o oculto
Que abraças o mundo
E contais pelos olhos
Esses cantares distantes
Silêncio que não anima
Palavras que dizem tão pouco
Que habitam o noturno
O asco,
O insosso
Silêncio que enternece
Que não padece
Que partilha
Silêncio que não és egoísta
Que se cala outrora
Para bradar sobre os dias