5 de junho de 2012

Duvido

Era uma vez um cara. Ele tinha uma mulher. Ele tinha? Sim, ele tinha. Não comprara com recibo, mas o papel de posse era lavrado em cartório, colocando nela o sobrenome que ele próprio herdara de seu pai. Assim também se fez aos escravos, há tempos passados...

Lá ia o cara, atrás ia ela. Dizia o povo, mesmo que ela andasse na frente.

Assim todos pensam quando há uma mulher e um homem. Mesmo que ela seja o estereótipo da emancipação, ainda sim alguém vai dizer:

- Faz tudo que o seu homem quer.

- É ele quem manda.

- Ela diz que não mas, no fundo, ela se sujeita.

E se ela negar, rindo ou enfurecida - a louca - pode ter certeza, ninguém vai acreditar.