21 de junho de 2012

Tolerância e religião

Quando surpreendida por um debate relativo ao culto religioso - do indivíduo ou das massas - sempre me pergunto por qual ângulo do debate a argumentação vai tender até que um pensamento insensato tome o rumo da intolerância.

Não creio na instituição religião. Não cultuo crenças que baseiam-se num mistério. Vejo essas instituições como "aparelhos ideológicos" que servem para perpetuar um status quo que, ao longo da história da humanidade, dizimou, torturou, alijou e atrasou o avanço social.

Não entendo, até porque não é possível entender, que a religião influencie e determine as bases do estado. Este tem por obviedade ser laico, ao passo que, a religião de um grupo de pessoas não deve sobrepor o direito de todos os outros de cultuar seus próprios princípios.

Na mesma linha, deve-se respeitar a moral religiosa do indivíduo, elemento da cultura e direito de sua liberdade de expressão. Portanto, tudo que soe à intolerância, deve ser combatido.