8 de fevereiro de 2013

Pleonasmo

Se tudo já foi dito e muito ainda há para se dizer, logo, um ato banal que comunica, abre a perspectiva do óbvio que nem sempre é óbvio. Portanto, há de se dizê-lo, inúmeras vezes, de incontáveis formas. Necessariamente, não é essa ação repetitiva que tirará o novo a coisa, mas é senão a forma com que consolidamos um pensamento. É, então, da repetição que o incomum se torna discurso dominante - para o bem ou para o mal, ao gosto do maniqueísta.

Enquanto figura de linguagem, a repetição é uma ferramenta importante que, a depender do texto, traveste-se de vício. Na forma, há de se ter sagacidade para utilizá-la. Bom gosto e bom senso. No conteúdo, a repetição é a ferramenta que consolida, que reforça e que desenvolve o pensamento. Ao renovarmos a ideia, é necessário repeti-la, muitas e quantas vezes necessárias para que reverta-se o conceito sobre determinada coisa ( por coisa, entenda-se ideias e práticas).