7 de maio de 2014

Agora

Tão profundo cá meus pés no chão, tão difusa lá minha cabeça na imensidão... da nuvem, cume, lume, és emaranhado de exatidão sem mesmo nem saber se dura. Duro. Te douro e dou razão. Se é da hora, da época ou da estação, não sei, sem pressa, me corre pelas mãos e até me leva (e trás) um maço do cigarro e do cabelo alaranjado. O olho marejado, de preguiça, susto e apatia. Duas esferas a queimar refletidas tal qual uma maçã do amor, duplicando a tua íris que te duplica na minha. Te espero nesse curto agora amanhã nem sei quem sou. Aurora, vermelha, zelosa e sem memória.