As noites, todas, podiam ser uma noite de outono. De bruma leve e fria pingando na têmpora e nos joelhos desnudos. Com gosto de chiclete de menta ou de cravo. E pelos becos, gargalhadas altas e olhares atentos a investigar vestígios do invisível depois de mais um rodada de desesperanças. As noites todas, noite de outono, a revelar meninas que não têm medo e meninos que voltam chorosos para o colo das mães. Noite de frio ameno, sem pressa de acabar e sem inverno a perseguir.