2 de outubro de 2014

Ditado

Cada dia que passa estou mais convencida de que o "faça o que eu digo" é mais importante do que o "faça o que eu faço".

Primeiro, porque a gente tem que reconhecer - diferente de justificar - que, por mais que saiba o que deve fazer, às vezes, o corpo sai na frente. E, até aplicar na realidade o que a cabeça entendeu, é necessário treinamento. Isso ajuda a gente a aceitar mudanças, mas implica no compromisso de dizer coisas que se acredita, mesmo que não as faça. Logo, "faça o que eu digo, não faça o que eu faço"!

Mas, não custa dizer que a gente é o que é no mundo real. E é na prática que a gente produz e reproduz. Logo, o "faça o que eu faço" ganha notoriedade. Todas às vezes que a gente não olha consciente para o que faz, a gente corre o risco de ser uma coisa que, nem sabe que é, mas não gostaria de ser. Para emendar, também é verdadeiro dizer que a maneira de fazer reflete a maneira de pensar.

De fato, de falta de abstração o mundo está cheio. E também de gente fazendo um monte de coisas que não servem para nada.

Se é para repetir erros, prefira ouvir no que resultaram mancadas do passado. E vice-versa.