26 de novembro de 2014

Escrever

Escrevo em nome de coisa nenhuma. Mas, não suponho escrever solitário. Não escrevo em nome de ninguém. Porque também sou leitor e, assim, leio o mundo e escrevo sobre sua passagem por mim. Sobre o que ouvi e entendi daquilo. Escrevo em nome da multidão, pois sem ela não há coisas sobre o que escrever. Escrevo para que me editem, recortem ou ignorem. Escrevo em terceira pessoa do plural, para dar voz a todas as vozes que estão cá dentro. Essas vozes que pularam para cá, aí de fora. Não escrevo em nome de ninguém. A caligrafia é minha e a versão também.