O tempo é pai das gentes. Inconteste, tudo ensina, tudo faz saber. Mais dia, menos dia, o tempo vai dizer dos gestos e dos gostos. Cáustico, vai desfazer ilusões e controlar a pressão dos corpos. O tempo é noivo das gentes. Astuto, não promete, nem carrega alianças. Cedo ou tarde, alinha as silhuetas no horizonte, pra gozar no infinito. Irascível, é galope intempestivo, não finge, nem pede perdão. O tempo é filho das gentes. Insolente, não aceita nãos, nem volta atrás. Num instante, é melodia, no outro é gritaria a testar nosso silêncio.
O tempo é marcha apressada, gargalhando ais, gemendo risos.