As velhas palavras ainda vivem aqui dentro. Contra-hegemônicas, nesse meu mundo sempre em guerra. As novas palavras vão chegando em bando e sufocam aquelas que já estavam ali nem se sabe há quanto tempo. E depois do alvoroço, inevitável, perdem as palavras estáticas, aquelas que não nos dizem mais nada. Uma a uma, as velhas palavras saltam, fogem, refugiam-se. As novas palavras festejam. Mas, ainda vivem aqui dentro, as velhas palavras.