O homem parado na esquina vai ficando para trás. Cada vez menor, vai desaparecendo no horizonte. Nunca é o mesmo. O homem da esquina é um corpo apressado, fixo na calçada e na minha retina. Se o tempo mudar, talvez, ele decida correr. Enquanto isso, o homem continua parado na esquina, na curva da minha memória.