16 de janeiro de 2011

Cumpleaños

365 dias atrás eu pensei em dedilhar um pouco de coisas por aqui. Esperava mais, mas não esperava tanto. Queria escrever uma texto por dia e, ao mesmo tempo, não era possível crer em algo perene. Fazer durar um bloco de notas, de anotações cotidianas na internet... Difícil. Nunca duraram meus diários mais do que seis meses!


Eis que escrever se tornou um hábito que ultrapassou a obrigação do ofício, sem querer comprometer-se com o diário. Continuo não tendo pretensões literárias, tampouco ser uma grande formadora de opinião, mas do objetivo inicial permanece o ensejo de escrever coisas que vem à cabeça, com um certo viés, com um certo princípio. Furtivo e proposital.


Então, hoje, nesta noite quente de janeiro, dei-me conta que, com menor produção diária prometida, no entanto, ultrapassando a marca da resistência esperada, "Para não desaprender", que já teve tantos nomes que não recordo, está de pé, como a criança de doze meses que se põe a andar no dia do seu aniversário.


Nos próximos 365 dias espero que o cotidiano e o inusitado sejam inspirações para transformar em palavras os sentimentos, as impressões e as opiniões desta reles mortal que pretenciosamente gosta de escrever.


Para não desaprender, ano II. Vivamos o quanto pudermos escrever!