No entanto, me deixa a impressão que a luta pela emancipação das mulheres está diretamente ligada à luta contra uma sociedade de classes, capitalista. E dito isso, só desamarrando os nós da superestrutura é que vamos construindo o embate ideológico para reformular os princípios infraestruturais desse mundo desigual em que vivemos. Ou seja, penso que é mudando o fundo que alteramos às figuras, mas é no vice-versa dessa afirmativa que transcendemos a outras perspectivas.
E aí, enquanto movimento, vamos debatendo sobre a máscara dos elementos da cultura de massa, da exposição e exploração do corpo, da relação das mulheres com o mundo do trabalho e na representatividade política, das lástimas do dia a dia da vida das mulheres, seja no interior de uma organização partidária ou na sala de casa, sofrendo opressão velada, cotidiana e difícil de ser desmistificada.
E aí vamos ouvindo as pessoas, ouvindo as respostas que individualmente se deu aos percalços do preconceito, e então vamos construindo táticas para dirimir, mesmo que a passos de tartarugas, grandes problemas que devem ser pauta para políticas públicas. Mas também, nos preparamos para, no cotidiano, fazer o enfrentamento das múltiplas formas de exclusão, seja na esfera pública e ou na privada.
É isso, da catarse ao planejamento, o enfrentar à discriminação é o enfrentar do monstro de "multipatas", o horroroso capitalismo, machista, deselegante e excludente.