Não faço poesia profissional
Posto que não sei da métrica
E tampouco da rima
Não traço o papel com timbres
Porque não conheço a luz
De escrever com arte, com maestria
Rabisco palavras
Que não se eternizam na história
Amadoras, vãs
Que tilintam aqui dentro
E saem do pensamento sem pedir
Esta poesia é assim
Assobia baixo
No meu ouvido
Pra saciar a vontade
Daquilo que não tenho em mim