29 de outubro de 2013

Outubro

Outubro lamenta soturno

É todo vento a soprar 
na viela escura
solfejando tristeza enquanto
chacoalha janelas e tramelas

Outubro acorda fragueiro

É todo sol a arder
nas calçadas iluminadas
sufocado pela tarde que conjuga 
o verbo do passado e do futuro

Outubro se deita assombrado

É todo sal e todo terra
enternecendo a quinta-feira mágica
que, como a lua, míngua 
gargalhando pelo céu.