É todo vento a soprar
na viela escura
solfejando tristeza enquanto
chacoalha janelas e tramelas
Outubro acorda fragueiro
É todo sol a arder
nas calçadas iluminadas
sufocado pela tarde que conjuga
o verbo do passado e do futuro
Outubro se deita assombrado
É todo sal e todo terra
enternecendo a quinta-feira mágica
que, como a lua, míngua
gargalhando pelo céu.