A manhã é toda diálogo com aquele eu diabólico e angelical. É como a mulher que Saramago duplicou com codinome masculino. Essa é uma sina inconstante que nos leva para além.
O diálogo entre esse eu e o outro - um, consciência pura e, aquele, o corpo marcado - transformam o ser do aqui e do agora que jamais volta ao passado. Talvez seja a consciência imanente ao corpo. Se o é, é também imanência constante de tempo e espaço, de pressuposto teórico e prática.
A manhã é toda diálogo, introspectivo e incessante. A manhã é prognóstico daquilo de bom que virá porque a história o aponta.