Corre sobre a relva e o asfalto,
achata-se sob o trovão e a ventania
Riso rasgado
ensopado de lágrimas
Na carne esfolada,
no olho vazado
um apelo de basta
Basta!
Embora essa dor que não passa,
seja difícil de dizer
seja dura de escutar
Que ela voe, pra nunca mais voltar
O que importa é que ecoe
pra que sempre tenha alguém
que se recorde
que se disponha a contar
Desses mortos devotos
de caráter póstumo
que essa gente nova
não hesita em honrar