não lembrava de regar as plantas. como deixar que um ser vivo, sob seus caprichos, se despedaçasse? até o cacto se foi. depois se foram as pimentas e a hortelã. desejou uma sempre-viva, mas desistiu quando viu a mãe matar um bonsai de solidão. naquela família, as plantas não tinham sorte. e as pessoas, regadas, gargalhavam. verdejantes, balançavam as folhas ao sopro do vento.