28 de setembro de 2015

o limite era o corpo e ele espraiava o pensamento; o mar mastigando a areia. o movimento, o sopro, os dentes entre os lábios. o vento mudou e agora o estranho sou eu: querendo o barulho do teu sim e o silêncio dos meus ais. as mãos descoordenadas tateiam o teu corpo cadente. não penso como antes; não cultivo o depois. os dedos entrelaçam os fios do tempo e do teu cabelo; escorregam sobre mim. o teu cheiro e a tua cor me transformam, como o jardim refloresce sob a névoa primaveril de setembro.