24 de janeiro de 2010

O tempo da poesia se foi

o tempo da poesia acabou
e que em paz se vá
porque tudo que passa
é semeadouro de dias claros

o tempo em que poesia é bruma
se foi
com seu olhar tácito,
sua boca efêmera

foi-se como num canto,
numa lua cor de brisa
e o tempo se fez cálido
de alma seleta e silenciosa

e aquele que pulsava por ela
adormece
e o tempo se faz novo
entoando um cântico púrpuro

seca o sangue, sangra o gelo
ouve a cor
dorme o zelo
e renasce pura

para habitar este novo coração