A luz se fez assim, devagarinho, iluminando como se fosse dia que acaba de chegar.
Era primeiro branca, de sorriso a insuflar a casa que tanto se negou a habitar.
Depois a luz se fez amarelinha, como quem chega pra ficar. E inundou de alegria aquele pedacinho que insiste nessa coisa de sonhar.
E, de repente, essa luz não para de dourar, desenhando de sóis e maresias aquele corpo que sempre lembra de voltar.
A luz se faz toda a registrar. Como caligrafia que se percebe a conjugar.
Como fosse a fotografia, que imprime a linha, a silhueta e, de certo, é toda colorida, embora possa desbotar.
De luz e cor, contorna a vida, que vestida de vermelho, por ora insiste e vai ficar.