20 de agosto de 2014

Menina do tempo

As contas do tempo não são números, são conchas iguais aquelas à beira do mar. Sob o olhar da lua, cantam cantos de sereia, contam contos para encantar o marinheiro e a menina que não se cansam de sonhar.

O tempo se conta em cantos e não em dúzias. É cheio de meandros, seja em nosso canto ou naquele do lado de lá. E, alhures, deito uma canção de ninar ou conto uma história de sereia em alto mar.

No vai e vem da maré, conto um canto, canto um conto. Só para te encantar.