4 de agosto de 2014

Plano

Inauguro uma página em branco para gravar na memória o que não é possível riscar no horizonte. Enfim, inauguro outro rascunho. Numa página, um plano que perdure um dia a menos daquele que, sei, vou escrever (em) carne viva.

Uma meta inaugura um esquema. Deles, não resta sequer objetivo. Sobre a folha e sob o olhar, as palavras são vagas, como que quisessem deixar apenas indicativos de gênero e todas as duplas (de) interpretações.

Na ponta do lápis, a vida é um plano imprevisível.