11 de junho de 2014

Chão de pedras

pela estrada
um corpo
caminha
às vezes corre
outras se arrasta
uma hora
de descanso
vinte e três
a seguir
em frente
tem dias
que os olhos
não reconhecem
a paisagem
outros dias
nunca acabam
pela frente
incertezas
e, seguramente
uma estrada
sem fim
que quando acabar
não saberemos