as paredes estão repletas de verbetes emudecidos nas lascas de tinta do tempo
as paredes estão cheias de ais, gemidos que se incrustam nos rodapés
as paredes estão cheias de diálogos solitários, de conversas ao pé do ouvido
as paredes estão repletas de repetições ensurdecidas nas camadas do tempo
as paredes estão pichadas à saliva e vertem palavras