10 de abril de 2015

Esfria

Resfriam-me as mãos, como o outono prenuncia o inverno de fora para dentro de mim.

Ressinto-me com o vento que levemente refresca a pele salobra.

Resfriam-se em mim as mãos, como o fim do calor - palavras em cubos, boiando no copo, resfriando a bebida.

Em mim, a neblina do horizonte congela os olhos.